João Velho trabalha nas áreas de direção, edição, e motion graphics para cinema, TV e vídeo. É autor do livro “Video e Audio Digital no Macintosh (Bookmakers-2002) e de mais de cem artigos sobre edição e motion graphics, e também é professor universitário desde 2002, sempre conciliando a academia com seus projetos pessoais e outras atividades profissionais. Atualmente leciona nos cursos de Cinema da ESPM-RIO e da FACHA.

Em cinema, João Velho dirigiu quatro curta-metragens, o premiado “A Última Canção do Beco” e “As Dez Bailarinas do Casino” (ambos de 1985), e dois mais recentes, ïCandomblé (2010) e Toca Pra Diabo (2014). Em 2017 finalizou um longa-metragem documentário musical ainda inédito, “A Música do Tempo – Do Império do Sonho ao Sonho do Império”, em que acumulou, como muitas vezes faz em seus trabalhos, a direção e a edição. Também montou os curta-metragens “Os Outros” (2000) e “O Porão” (2002), de Fernando Mozart, e editou três DVDs com algumas das mais famosas coreografias de Deborah Colker entre 1999 e 2002. Entre 1997 e 2008, criou dezenas de aberturas e peças de motion graphics, algumas delas em parceria com Fernando.

Colaborou ao longo dos anos com diversas produtoras e emissoras como freelancer nas áreas em que atua, dentre elas TV Manchete, TV SBT, e TV Globo. Depois de trabalhar 23 anos como diretor de programas na TV Educativa e depois TV Brasil, hoje é responsável pela área de produção audiovisual do Centro de Artes UFF. No momento, trabalha em dois projetos pessoais para cinema e vídeo em parceria com Rico Cavalcanti e a produtora Plural Filmes, um deles sobre o programa de rádio “Incrível! Fantástico! Extraordinário!”, de Almirante.

De 2011 a 2014, editou o blog sobre vídeo digital profissional VideoGuru (www.videoguru.com.br) juntamente Paulo M. de Andrade. Fez parte do grupo fundador e das duas primeiras diretorias da edt. – Associação de Profissionais de Edição Audiovisual nos anos de 2012 e 2013, na qual se mantem como ativo associado.

À sua formação em Cinema pela UFF, João Velho acrescentou o mestrado em Design pela ESDI-UERJ com um estudo pioneiro no Brasil sobre motion graphics, tendo feito parte da histórica primeira turma de mestrandos da instituição, que chegou a ter aulas com o mestre Gui Bonsiepe. Entre seus planos, está o de escrever um livro na mesma área, para o qual vem acumulando notas ao longo de sua vida acadêmica.

Parte da produção de João Velho está ligada às religiões de matriz africana, fruto de seu envolvimento pessoal como iniciado no Candomblé desde 1983, e mais adiante, desde 1999, no culto do oráculo sagrado de Ifá. Entre seus novos projetos com Rico Cavalcanti e a Plural Filmes, está uma continuação do projeto que resultou no curta “iCandomblé”, agora em parceria com antropóloga, pesquisadora e escritora Stefania Capone.